segunda-feira, 19 de junho de 2017

CURVAS DE PRESSÃO



CURVAS DE PRESSÃO


A monitorização hemodinâmica é constituída pela observação de diversas variáveis, como a medida de pressão em locais diferentes do sistema circulatório, interpretação das suas curvas e efeitos de intervenções ou alterações patológicas sobre elas.
Apesar da aparente simplicidade dos sistemas de medida de pressão, existem diversos aspectos técnicos a serem considerados para que se obtenham valores mais precisos. Toda interpretação clínica de dados hemodinâmicos pressupõe que a cada medida sejam observados tais pré-requisitos.
Os sistemas de medida de pressão disponíveis para uso clínico utilizam, obrigatoriamente, líquidos em seu interior. A propriedade geral de incompressibilidade dos líquidos garante a correta transmissão das variações de pressão do sistema circulatório aos transdutores. Dessa forma, deve-se retirar todos os vestígios de bolhas de ar do sistema para que os valores medidos não sejam subestimados.
O líquido utilizado para preencher todo o circuito deve ser obrigatoriamente soro fisiológico a 0,9%. O preenchimento inadvertido com o soro glicosado, que tem maior viscosidade, produzirá grande amortecimento nos registros, além de mostrar variações de pressão sistólica e diastólica menores.
Os tubos de extensão utilizados devem ter rigidez, diâmetro e comprimento padronizados. Em hipótese alguma devem ser usadas extensões não padronizadas para realizar as medidas de pressão, pois, essas são feitas com diâmetro variável e têm rigidez muito inferior à necessária para registrar pressões. O comprimento desses tubos deve ser levado em consideração, pois, quanto mais longos, maior a chance de erros na leitura.
Existem extensões padronizadas para esse tipo de aferição que cumprem os requisitos e medem até 120cm (comprimento máximo recomendado). Não se deve utilizar mais do que uma extensão entre o paciente e o transdutor, reduzindo a interferência nos traçados de pressão.


ZERAGEM


Esta manobra visa garantir que não exista desnível entre as duas extremidades do circuito de monitorização: o ponto do sistema circulatório estudado (onde se encontra o cateter) e o transdutor de pressão.
Caso esses dois pontos não sejam alinhados em um mesmo plano horizontal, o peso da coluna de soro fisiológico será acrescido à medida de pressão determinando um valor equivocado. Abaixo na figura será demonstrado a técnica de zeragem adequada, com os pontos de referência e o alinhamento entre o transdutor e o paciente.


TESTE DE ADEQUAÇÃO DO SISTEMA

Estando o sistema zerado, deve-se realizar um teste a fim de avaliar se todos os requisitos técnicos foram devidamente cumpridos. Conhecido como flushs test ou teste de fluxo ou teste da raiz quadrada que consiste em observar ou registrar o traçado da pressão durante e logo após rápida infusão de soro fisiológico pelo sistema de pressurização.

Podem ser obtidos, então três padrões diferentes de curva, cada uma com interpretação diferente:

  • curva normal;
  • curva amortecida ou overdamping - que fornece medida imprecisa;
  • curva subamortecida (underdamping - que fornece medida imprecisa.

TRAÇADO NORMAL

A figura abaixo representa a execução do teste com traçado normal, caracterizado por uma rápida ascensão da curva, atingindo um platô com o mesmo valor colocado no pressurizador. INterrompido o fluxo, existe rápida queda da curva até o nível abaixo da linha de base, seguida por oscilação durante um curto período de tempo e finalmente estabilização da linha de base e do traçado. A obtenção desse padrão de traçado garante que a leitura seja isenta de incorreções técnicas.



TRAÇADO AMORTECIDO OU OVERDAMPING

A figura abaixo mostra um traçado amortecido, obtido durante um teste de fluxo. Esse padrão caracteriza-se por ascensão e queda mais lentas da curva, que tem o platô com bordos arredondados. Após a infusão, não são constatadas as oscilações características de uma curva normal. Pode-se obter uma curva amortecida por várias razões: utilização de soro glicosado no preenchimento do sistema, utilização de extensão elástica inadequada, presença de bolhas de ar no sistema, vazamentos ou falhas na calibração do monitor e, consequentemente, o resultado da medida é comprometido.



TRAÇADO SUBAMORTECIDO OU UNDERRDAMPING

A figura abaixo demonstra um traçado subamortecido. Essa curva caracteriza-se por ascensão e queda semelhantes ao da curva normal, porém, interrompida a infusão, as oscilações obtidas se sustentam por um longo período de tempo ou não desaparecem em nenhum momento. Pode-se obter uma curva subamortecida pelo emprego de extensões muito longas, pela presença de objetos móveis em contato com as extensões ou com o transdutor e por calibração inadequada, também determinando uma medida não confiável.


FONTE: KNOBEL, Elias. Monitorização hemodinâmica no paciente grave / Elias Knobel, Murilo Santucci Cesar de Assunção, Haggéas da Silveira Fernandes. -- 1.ed. -- São Paulo : Editora Atheneu, 2013.


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