terça-feira, 18 de outubro de 2016

Trombose Venosa Profunda

Trombose Venosa Profunda (TVP)

A TVP, embolia venosa e o Tromboembolismo Pulmonar (TEP) constituem em conjunto a condição chamada de Tromboembolismo Venoso (TEV) e pode acometer de 10 a 20% em pacientes hígidos e de até 80 em pacientes críticos (MORRISON, 2006) e desta porcentagem, 90% acometem os membros inferiores. A TVP pode ser silenciosa e causar danos irreparáveis.

As veias profundas possuem paredes mais finas e em sua túnica média, possuem uma musculatura menor, seguindo em paralelo com artérias e assim recebendo o mesmo nome que elas.

Como é de conhecimento todas as veias possuem válvulas que se abrem sem entrar em contato com a parede da veia, possibilitando assim um rápido retorno e um fluxo unidirecional.

A embolia venosa tem sua causa incerta, mas, como direção podemos citar a Tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão da parede vascular e alterações nos sistemas de coagulação) e podemos exemplificar da seguinte forma:

    Estase venosa

  • Repouso ou imobilização
  • Obesidade
  • História de varicosidades
  • Lesão da medula
  • >65 anos

    Lesão endotelial

  • Traumatismos
  • Cirurgias
  • Fios de marca-passo
  • Cateteres centrais
  • Lesão venosa local
  • LER

    Sistema de coagulação

  • CA
  • Gravidez
  • Contraceptivos
  • Déficit de proteína C e/ou S
  • Síndrome do Anticorpo antifosfolipídio
  • Fator V de Leiden
  • Déficit da protrombina 20210ª
  • Hiper-Homocisteinemia
  • Fatores II, VIII, IX, XI elevados
  • Déficit de antitrombina III
  • Policitemia
  • Sepse

A TVP é uma doença grave e potencialmente fatal, visto que parte destes trombos, podem desprender-se e causar oclusão de vasos sanguíneos pulmonares e esta fragmentação pode ocorrer de forma espontânea ou devido a pressão venosa elevada como por exemplo, passar várias horas em pé (como nós enfermeiros passamos). E pouco frequente em pacientes abaixo dos 40 anos de idade, em sua maioria no sexo feminino, com taxa de mortalidade de 21,6%.

Com isso devemos estar atentos aos sinais clínicos que o paciente apresenta como por exemplo, edema e aumento do segmento acometido (estase), dor, rubor, calor bem como pode não apresentar sintomas aqui descrito em 13% da população. Podemos utilizar também como apoio para chegarmos a TVP (mas não tão confiável) é o teste de Homans (dorsiflexão aguda do pé causando dor na panturrilha). E serão confirmados através de um exame chamado Eco Color Doppler e flebografia.

Por isso uma anamnese bem realizada e levando em consideração as queixas dos pacientes, poderemos nos antecipar ao problema e assim realizar uma prescrição de cuidados voltada ao acometimento que o paciente foi submetido.

Como cuidado deveremos estar atentos ao TAP, PTT, INR quando o paciente está em uso de anticoagulantes (lembrando que nem todos poderão ser observados pelos exames) e fibrinolíticos, repouso do membro acometido e mantendo-o elevado facilitando o retorno venoso (já comprometido), terapia de compressão, evitar esportes de contato, cuidado no manuseio de perfurocortantes.

O tempo necessário para recanalização é um fator importante no tratamento como pode ser um fator complicante. E em sua maioria haverá regurgitação sanguínea, pois, o evento trombótico danifica as válvulas venosas nos locais onde estão aderidas, o que pode levar também ao aumento da pressão venosa e consequentemente cansaço, dor e edema nos membros.

Fonte1: Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever HK. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.

Fonte2: http://www.sbacv.com.br/

Fonte3: Brandão GMS, Sobreira ML, Rollo HA. Recanalização após trombose venosa profunda aguda. J Vasc Bras. 2013 Out.-Dez.; 12(4):296-302.

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