quarta-feira, 31 de julho de 2013

Saúde do Homem

O Ministério da Saúde, nos 20 anos do SUS, apresenta uma das prioridades desse governo, a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, desenvolvida em parceria entre gestores dos SUS, sociedades científicas, sociedade civil organizada, pesquisadores acadêmicos e agências de cooperação internacional.

Nesse sentido, a política traduz um longo anseio da sociedade ao reconhecer que os agravos do sexo masculino constituem verdadeiros problemas de saúde pública. Um de seus principais objetivos é promover ações de saúde que contribuam significativamente para a compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos e que, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão, possibilitem o aumento da expectativa de vida e a redução dos índices de morbimortalidade por causas preveníveis e evitáveis nessa população.

A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens. Quando comparado com as mulheres, o tempo de vida deles é 7,6 anos menor. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto do miocárdio, seguida das moléstias cardiovasculares (como o Acidente Vascular Cerebral, o AVC), outras doenças cardíacas, pneumonia, cirrose e diabetes estão entre as principais causas de mortes do sexo masculino.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata também está entre as causas mais freqüentes de mortes. O crescimento de óbitos por esse tipo de câncer cresceu 120%, entre 1979 e 2006, segundo o instituto.

A proposição da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem visa qualificar a atenção à saúde da população masculina na perspectiva de linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção. O reconhecimento de que a população masculina acessa o sistema de saúde por meio da atenção especializada requer mecanismos de fortalecimento e qualificação da atenção primária, para que a atenção à saúde não se restrinja à recuperação, garantindo, sobretudo, a promoção da saúde e a prevenção a agravos evitáveis.

Uma questão bastante apontada pelos homens para a não procura pelos serviços de atenção primária está ligada a sua posição de provedor. Alega-se que o horário do funcionamento dos serviços de saúde coincide com a carga horária do trabalho. Não se pode negar que na preocupação masculina a atividade laboral tem um lugar destacado, sobretudo em pessoas de baixa condição social o que reforça o papel historicamente atribuído ao homem de ser responsável pelo sustento da família. Ainda que isso possa se constituir, em muitos casos, uma barreira importante, há de se destacar que grande parte das mulheres, de todas as categorias sócioeconômicas, faz hoje parte da força produtiva, inseridas no mercado de trabalho formal, e nem por isso deixam de procurar os serviços de saúde.

Você já ouviu falar em pré-natal masculino?

Engana-se quem pensa que o homem não deseja acompanhar as consultas de pré-natal da esposa. Uma pesquisa com parceiros de gestantes atendidas pelos SUS em Ribeirão Preto (SP), cidade no interior de São Paulo, mostrou que 94% deles gostariam de ir junto a uma consulta. Os pesquisados também responderam que se sentiram frustrados por terem o seu direito negado quando manifestaram o desejo de entrar na sala de consulta.Para saber mais sobre o pré-natal masculino clique aqui e veja a reportagem do MS

Disponibilizei 2 materiais que abordam a saúde do homem, tanto nos princípios e diretrizes quanto processo e estatísticas. Para ter acesso aos materiais, faça parte do Grupo Rio Enfermagem no facebook, clicando na imagem ao final do "post".

Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 30 de julho de 2013

Antropometria

ANTROPOMETRIA: como pesar e medir.

O profissional deverá ser capacitado quanto ao conceito e à importância da antropometria.

Conceito: método de obtenção das medidas corporais de indivíduos.

Importância: permite determinar o estado nutricional de indivíduos e populações; é de fácil aplicação em todos os serviços de saúde, prático e amplamente aceito pela população, por ser um método não-invasivo.

Principais tipos de medidas antropométricas nos serviços de saúde:

  • Peso;
  • Comprimento (para crianças menores de 2 anos);
  • Altura ou estatura (para crianças maiores de 2 anos e adultos).

Fonte: Ministério da Saúde

Para baixar o arquivo, clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Pneumotórax

Pneumotórax significa a presença ou acúmulo de ar na cavidade pleural, como conseqüência da solução de continuidade da integridade das pleuras. O espaço pleural, primariamente virtual, que se situa entre o pulmão e a parede torácica, mais precisamente entre os folhetos pleurais, visceral e parietal, se torna real devido à interposição gasosa. Esporadicamente pode haver a formação de gases no interior da cavidade pleural proveniente de fermentação pútrida, ocorrendo no curso de um empiema que, normalmente, é de pequena proporção.

O Pneumotórax pode ser classificado como: Espontâneo (primário que ocorre em pacientes sem doença pulmonar subjacente ou evidente e o secundário que surge como complicação de doença pulmonar previamente conhecida), Hipertensivo (quando o ar é aspirado para dentro do espaço pleural a partir de um pulmão lacerado ou através de uma abertura na parede torácica.), traumático (O pneumotórax traumático surge como conseqüência de um trauma de tórax aberto ou fechado.) e iatrogênico (ocorre como conseqüência de procedimentos intervencionistas com finalidade terapêutica ou diagnóstica.).

O tabagismo aumenta muito os riscos de aparecimento de pneumotórax espontâneo primário. Parece evidente que a incidência de pneumotórax espontâneo primário é proporcional ao grau de consumo de cigarro.

Os sinais e sintomas associados ao pneumotórax dependem do tamanho e da etiologia. Pode ser apresentado com uma angústia respiratória mínima, com desconforto torácico e taquipneia em um pneumotórax pequeno/não complicado. Já em um pneumotórax grande e com colapso total do pulmão, ocorrerá angústia respiratória aguda, ansiedade, dispneia, "fome" de ar, uso aumentado dos músculos acessórios, com cianose central como consequência da hipoxemia.

Deverá ser avaliado o alinhamento traqueal que no pneumotórax encontra-se na linha média e no hipertensivo a traqueia desloca-se para o lado oposto ao lado afetado, expansão do tórax, sons diminuídos e percussão do tórax que pode revelar sons normais ou hiper-ressonância dependendo do tamanho do pneumotórax.

O diagnóstico é baseado na história do paciente, exame físico e confirmado com exames de imagens.

O tratamento do pneumotórax é muito variado e depende de vários fatores. Podem ser tomadas condutas desde tratamentos mais conservadores, como a observação domiciliar, até a toracotomia com ressecção pulmonar e pleurectomia com a colocação de dreno torácico, para visualizar as ações de enfermagem nesta patologia clique aqui e veja a postagem sobre drenos torácicos.

Fontes:

Smeltzer et al.

ANDRADE FILHO, Laert Oliveira; CAMPOS, José Ribas Milanez de and HADDAD, Rui. Pneumotórax. J. bras. pneumol. [online]. 2006, vol.32, suppl.4, pp. S212-216. ISSN 1806-3713.

Dr. Claudio Amaro Gomes - Pneumotórax - SBCT

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Álcool e outras Drogas

A ausência de cuidados que atinge, de forma histórica e contínua, aqueles que sofrem de exclusão desigual pelos serviços de saúde, aponta para a necessidade da reversão de modelos assistenciais que não contemplem as reais necessidades de uma população, o que implica em disposição para atender igualmente ao direito de cada cidadão. Tal lógica também deve ser contemplada pelo planejamento de ações voltadas para a atenção integral as pessoas que consomem álcool e outras drogas.

A constatação de que tal uso tomou proporção de grave problema de saúde pública no País encontra ressonância nos diversos segmentos da sociedade, pela relação comprovada entre o consumo e agravos sociais que dele decor rem ou que o reforçam. O enfrentamento desta problemática constitui uma demanda mundial: de acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 10% das populações dos centros urbanos de todo o mundo consomem abusivamente substâncias psicoativas, independentemente de idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo. Salvo variações sem repercussão epidemiológica significativa, esta realidade encontra equivalência em território brasileiro.

O texto da Lei 10.216 de 06 de abril de 2001, marco legal da Reforma Psiquiátrica, ratificou, de forma histórica, as diretrizes básicas que constituem o Sistema Único de Saúde; garantindo aos usuários de serviços de saúde mental – e, conseqüentemente, aos que sofrem por transtornos decorrentes do consumo de álcool e outras drogas - a universalidade de acesso e direito à assistência, bem como à sua integralidade; valoriza a descentralização do modelo de atendimento, quando determina a estruturação de serviços mais próximos do convívio social de seus usuários, configurando redes assistenciais mais atentas às desigualdades existentes, ajustando de forma equânime e democrática as suas ações às necessidades da população.

Disponibilizarei 20 materiais que falam sobre Drogas, abaixo deixo a relação de materiais disponíveis

  • Cartilha sobre tabaco
  • Cartilha para pais de crianças
  • Cartilha álcool e jovens
  • Cartilha para pais de adolescentes
  • Cartilha mudando o comportamento
  • Cartilha sobre maconha, cocaína e inalantes
  • Cartilha para educadores
  • Conversando sobre drogas com cônjuges
  • Conversando sobre drogas com jovens
  • Conversando sobre drogas com pais e responsáveis
  • A Prevenção do uso de Drogas e a terapia comunitária
  • Apostila Alcoolismo (2006)
  • Drogas conhecer para prevenir (2006)
  • Manual do multiplicador (2006)
  • Apostila Tabagismo (2006)
  • Aspectos básicos do tratamento da Síndrome de dependência de substâncias psicoativas
  • Crack é possível vencer
  • Enfermeiro do programa saúde da família: conceitos e crenças sobre drogas e modelos teóricos explicativos
  • Glossário de álcool e drogas
  • Tabagismo e a Saúde Feminina

Para ter acesso a todos esses materiais, clique aqui. Este material não necessita fazer parte do grupo pois está no Google Drive por ser muito vasto. Aproveitem!!!

Fontes:

Ministério da Justiça

Portal Saúde

PREVINE - Programa de Redução de Violência, do uso de Narcóticos e Enteorpecentes - Amazonas

Elaine Cristina Valadares da Silva Moutinho e Gertrudes Teixeira Lopes

sábado, 27 de julho de 2013

Auditoria no SUS

Hoje iriei disponibilizar 07 materiais que abordam Auditoria no SUS, e que foram fornecidos pelo meu amigo Prof. Júnior Oliveira. Abaixo deixo a lista dos arquivos.

  • A prática da enfermeira em auditoria em saúde;
  • Auditoria e avaliação no sistema único de saúde;
  • Auditoria SUS - Orientações Básicas;
  • C&S - Auditoria, Controle e Programação de Serviços de Saúde;
  • Manual de Normas de Auditoria - MS;
  • Orientações Técnicas sobre Auditoria na Assistência Ambulatorial e Hospitalar no SUS - capa;
  • Orientações Técnicas sobre Auditoria na Assistência Ambulatorial e Hospitalar no SUS - Conteúdo.

Para baixa-los, clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Urgências e Emergências Maternas

Durante muito tempo, o óbito materno foi considerado um fato natural e inerente à condição feminina. No entanto, cerca de 98% desses óbitos seriam evitáveis caso fossem asseguradas condições dignas de vida e de saúde à população.

No Brasil, assim como nos países em desenvolvimento, a mortalidade materna é subenumerada. As causas para tal estão vinculadas à existência de cemitérios clandestinos, à ocorrência de partos domiciliares em áreas rurais, à dificuldade de acesso aos cartórios, ao desconhecimento da população quanto à importância do atestado de óbito como instrumento de cidadania e ao preenchimento inadequado das declarações de óbito (D.O).

Para baixar este livro, clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

Fonte: http://bvsms.saude.gov.br/

GUTIS - Guia da UTI Segura

A segurança do paciente e a educação continuada são pilares importantes para a AMIB. Ao definir o tema da segunda edição da Campanha Nacional Orgulho de Ser Intensivista, procurou-se desenvolver ações que contribuíssem com a melhoria dos serviços prestados nas UTIs.

Um dos pontos para isso foi a definição de dez premissas consideradas relevantes para determinar a segurança e a qualidade nas UTIs. Assim, surgiu o Guia da Unidade de Terapia Intensiva Segura, o GUTIS. Esse material tem como principal objetivo orientar as equipes intensivistas nessa busca diária.

Para cada premissa há uma orientação específica que auxiliará as UTIs na implantação de processos que são simples e podem fazer a diferença para cada paciente e profissional.

Durante a nova campanha, estarão sendo desenvolvidas ações em várias regiões do país para reforçar as Dez Premissas e levar aos profissionais de UTI o conceito de segurança.

Na era da informação e da tecnologia, do avanço frenético na busca de melhores terapias e tratamentos, o profissional de enfermagem continua sendo o que mais mantém contato direto com o paciente durante a internação em uma Unidade de Terapia Intensiva, onde este depende (parcial ou totalmente) do auxílio da equipe de enfermagem para suprir suas necessidades humanas básicas, acarretando assim um contato que envolve exposição corporal, invasão da intimidade e procedimentos que visam manutenção e controle da homeostase orgânica.

O trabalho em UTI exige de toda equipe de enfermagem habilidade, destreza, conhecimento científico, formação diferenciada e qualificada, aptidão, desejo e satisfação em cuidar do paciente grave. A UTI não pode ser simplesmente um local em que a tecnologia se sobrepõe aos aspectos humanizados do cuidado, onde os profissionais monitoram um aparelho e se afastam do verdadeiro motivo e causa de suas ações, mas precisam estar sempre atentos que o primordial dentro da UTI é um paciente e seus familiares que se encontram numa situação inimaginável.

Conteúdo:

  • Estabelecer uma cultura de segurança;
  • Manter uma equipe quantitativa e qualitativamente capacitada para atender às demandas de sua UTI;
  • Identificar e aferir seus principais problemas de segurança e estabelecer um plano para corrigi-los;
  • Estabelecer e treinar, em conjunto com a equipe, protocolos ou rotinas. Permita flexibilidades, mas questione-as e reveja a não adesão às propostas estabelecidas;
  • Garantir que o que deve ser feito está sendo feito com checklists;
  • Garantir uma continuidade de cuidados 24/7;
  • Garantir segurança durante o suporte tecnológico. “Tecnologia de ponta no ponto”;
  • Estabelecer comunicação efetiva entre todos da equipe;
  • Tratar sem lesar (“primum non nocere”).

Para baixar o material completo, clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

Fonte: AMIB

http://orgulhodeserintensivista.com.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Diabetes Mellitus

O Diabetes Mellitus configura-se hoje como uma epidemia mundial, traduzindo-se em grande desafio para os sistemas de saúde de todo o mundo. O envelhecimento da população, a urbanização crescente e a adoção de estilos de vida pouco saudáveis como sedentarismo, dieta inadequada e obesidade são os grandes responsáveis pelo aumento da incidência e prevalência do diabetes em todo o mundo.

O diabetes é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia e associadas a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos. Pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos, por exemplo, destruição das células beta do pâncreas (produtoras de insulina), resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, entre outros.

Há duas formas atuais para classificar o diabetes, a classificação em tipos de diabetes (etiológica: Tipo I, Tipo II e Gestacional), definidos de acordo com defeitos ou processos específicos, e a classificação em estágios de desenvolvimento, incluindo estágios pré-clínicos e clínicos, este último incluindo estágios avançados em que a insulina é necessária para controle ou sobrevivência.

Diabetes Tipo I:

O termo tipo 1 indica destruição da célula beta que eventualmente leva ao estágio de deficiência absoluta de insulina, quando a administração de insulina é necessária para prevenir cetoacidose, coma e morte.

Diabetes Tipo II:

O termo tipo 2 é usado para designar uma deficiência relativa de insulina. A administração de insulina nesses casos, quando efetuada, não visa evitar cetoacidose, mas alcançar controle do quadro hiperglicêmico. A cetoacidose é rara e, quando presente, é acompanhada de infecção ou estresse muito grave.

Diabetes Gestacional:

É a hiperglicemia diagnosticada na gravidez, de intensidade variada, geralmente se resolvendo no período pós-parto, mas retornando anos depois em grande parte dos casos.

Por que um círculo azul?

A campanha para a Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes foi liderada pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). Ela é representada por um ícone simples, que pode ser facilmente adaptado e usado em todos os lugares. O ícone clama a união pelo diabetes e simboliza o apoio à Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes. Desde o início, a IDF buscou um símbolo simples, de modo a facilitar a reprodução em larga escala e facilitar o uso para qualquer pessoa que quisesse dar apoio à campanha. A ideia era ser algo tão simples, que uma criança pudesse desenhar com um giz de cera. O ícone pode ser facilmente reproduzido a um baixo custo e é facilmente integrado a qualquer campanha pelo diabetes.

Os círculos estão sempre presentes na natureza e têm sido usados como símbolo desde os primórdios da civilização. O significado do círculo é extremamente positivo. Em várias culturas, simboliza a vida, a mãe terra e a saúde. Nesta campanha, ele simboliza a união. A comunidade global de diabetes se juntou para dar apoio à Resolução das Nações Unidas sobre Diabetes. Nossas forças unidas foram a chave para fazer essa campanha tão especial. O azul representa o céu e é a mesma cor da bandeira das Nações Unidas, que representa também a união entre os países. É a única entidade que pôde apelar aos governos de todos os lugares que era hora de reverter a epidemia global de diabetes, que ameaça o avanço econômico e que causa tanto sofrimento.

Para saber mais sobre Diabetes, rastreamento, diagnóstico, planos terapêuticos e muito mais clique aqui. E para saber sobre alimentos, valores nutricionais e a relação com a terapêutica clique aqui.

Fontes: Ministério da Saúde

Sociedade Brasileira de Diabetes

Cuidados paliativos: interfaces, conflitos e necessidades.

Título:

Cuidados paliativos: interfaces, conflitos e necessidades.

Resumo:

O tipo de assistência prestado para pacientes com doenças avançadas e terminais tem sido objeto de intenso debate na literatura especializada. Este artigo descreve e analisa, a partir de revisão da literatura, as intervenções possíveis no fim da vida, com especial ênfase aos cuidados paliativos, um modelo em expansão no mundo. Analisa, a partir de uma perspectiva bioética, alguns dos aspectos moralmente relevantes que envolvem estas práticas, que tendem a ser conflituosas entre si, e, especificamente, dentro do campo dos cuidados paliativos, destaca certas dificuldades e desafios em torno da centralidade da autonomia, considerada um dos pilares para boas práticas de cuidados no fim da vida.

Autoria:

Ciro Augusto Floriani 1

Fermin Roland Schramm 1

Fonte: SciELO

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Pacto pela saúde

O Pacto pela Saúde é um conjunto de reformas institucionais pactuado entre as três esferas de gestão (União, estados e municípios) do Sistema Único de Saúde, com o objetivo de promover inovações nos processos e instrumentos de gestão. Sua implementação se dá por meio da adesão de municípios, estados e União ao Termo de Compromisso de Gestão (TCG), que, renovado anualmente, substitui os anteriores processos de habilitação e estabelece metas e compromissos para cada ente da federação.

As transferência dos recursos também foram modificadas, passando a ser divididas em seis grandes blocos de financiamento (Atenção, Básica, Média e Alta Complexidade da Assistência, Vigilância em Saúde, Assistência Farmacêutica, Gestão do SUS e Investimentos em Saúde).

O Pacto pela Saúde é resultado do processo de negociação envolvendo os compromissos da operacionalização do SUS entre os gestores das três esferas de governo, na perspectiva de superar problemas políticos, técnicos e administrativos que dificultam a participação mais efetiva e autônoma dos municípios na gestão do SUS. Foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Nacional de Saúde e publicado na Portaria GM/MS nº 399, de 22 de fevereiro de 2006.

Para baixar os 17 fascículos da série Pacto pela Saúde. Disponibilizarei aqui e para isso clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

Fonte: Portal da Saúde

terça-feira, 23 de julho de 2013

ALTERAÇÕES METABÓLICAS E VASCULARES NO HIV/AIDS.

A Sociedade Brasileira de Infectologia atenta a necessidade da educação médica continuada, elaborou este manual prático sobre as alterações metabólicas e cardiovasculares, com o objetivo de fornecer um instrumento de capacitação e atualização para especialistas e clínicos que atuam nesta área. Visa ainda promover a melhoria da tolerabilidade e da eficácia dos tratamentos e ajudar no reconhecimento precoce dos efeitos adversos, reduzindo assim os riscos medicamentosos.

Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia

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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Liderança Coaching

Título:

Liderança Coaching: um modelo de referência para o exercício do enfermeiro-líder no contexto hospitalar.

Resumo:

O presente estudo teve por objetivos avaliar a liderança exercida pelas enfermeiras com uso do coaching como ferramenta gerencial, identificar, mensurar e analisar a aquisição de competências percebidas pelas enfermeiras que atuam como coaches, Trata-se de um estudo descritivo, transversal, exploratório e de campo, com abordagem quantitativa. A Liderança Situacional foi selecionada como referencial teórico e o instrumento de pesquisa foi submetido a análises estatísticas e de conteúdo, aplicado em 111 enfermeiras líderes em um hospital geral, privado, de grande porte da cidade de São Paulo. Os resultados evidenciaram que houve incorporação de novos conhecimentos, confirmaram o modelo de Liderança Situacional ao reconhecer ser líder coach, tendo o estilo predominantemente orientado às tarefas e às pessoas, segundo a situação envolvida, e ainda, indicaram como habilidades preponderantes do coach: a comunicação, dar e receber feedback, dar e ganhar poder e exercer influência, que as atitudes refletiram o exercício o liderança coaching.

Autoria:

Maria Lúcia Alves Pereira Cardoso, Laís Helena Ramos e Maria D’Innocenzo.

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Epidemiologia

A epidemiologia é uma disciplina básica da saúde pública voltada para a compreensão do processo saúde-doença no âmbito de populações, aspecto que a diferencia da clínica, que tem por objetivo o estudo desse mesmo processo, mas em termos individuais.

Disponibilizarei 16 aulas de epidemiologia encontrados no CCS IESC da UFRJ - Departamento de Medicina Preventiva e de acesso disponível através de pesquisa no Google.

Para baixa-lo, ao final do "post" clique na foto Rio Enfermagem no Facebook e faça parte do grupo.

Fonte: IESC UFRJ

http://portalses.saude.sc.gov.br/

Agentes antissépticos para higienização das mãos.

Higienização das mãos, por que fazer?

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades:

  • Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato;
  • Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele.

A microbiota transitória coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica. É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.

Fonte: ANVISA

Para baixar o guia de "Higienização das mãos em serviço de saúde" da ANVISA, clique na foto Rio Enfermagem no Facebook e faça parte do grupo.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA

Esclerose lateral amiotrófica (ELA) é uma das principais doenças neurodegenerativas, ao lado das doenças de Parkinson e de Alzheimer. Trata-se de um distúrbio neurodegenerativo de origem desconhecida, progressivo que envolve a degeneração do sistema motor em vários níveis: bulbar, cervical, torácico e lombar.

Acredita-se que, por ocasião do primeiro sintoma, mais de 80% dos neurônios motores já foram perdidos. Mais de 90% dos casos são esporádicos, e o restante tem padrão de herança autossômica dominante, às vezes relacionado à mutação do gene SOD1. A sobrevida média dos pacientes com ELA é de 3-5 anos. Na ausência de ventilação mecânica prolongada, a porcentagem de sobreviventes em 10 anos é de 8%-16%, podendo chegar a 15 anos ou mais com a ajuda de suporte ventilatório.

O quadro clínico de ELA reflete a perda de neurônios do sistema motor – do córtex ao corno anterior da medula. Sinais físicos deste distúrbio envolvem achados nos neurônios motores superior e inferior. Disfunção sensitiva é incompatível com o diagnóstico de ELA, a não ser que faça parte de um distúrbio subjacente. Os achados físicos correlacionam-se com as diferentes topografias da degeneração dos núcleos motores: bulbar, cervical ou lombar.

Pacientes com ELA de início bulbar apresentam disartria, disfagia ou ambas. Exclusão de outras causas potenciais é importante, tais como carcinoma esofágico e miastenia gravis. O envolvimento bulbar pode ser devido à degeneração do neurônio motor inferior (paralisia bulbar), do superior (paralisia pseudobulbar) ou de ambos. Paralisia bulbar é associada com paralisia facial inferior e superior e dificuldade de movimento palatal com atrofia, fraqueza e fasciculação da língua. A paralisia pseudobulbar é caracterizada por labilidade emocional (também conhecida como risada ou choro patológicos), aumento do reflexo mandibular e disartria.

Pacientes com ELA de início cervical apresentam sintomas nos membros superiores, uni ou bilateralmente. Fraqueza proximal pode-se apresentar com dificuldade nas tarefas associadas à abdução do ombro, tais como lavar ou pentear o cabelo; fraqueza distal pode se manifestar em atividades que requeiram habilidade de pinçamento. Sinais físicos nos membros superiores podem também ser devidos à disfunção do neurônio motor superior, do inferior ou de ambos. O braço pode apresentar atrofia intensa com fasciculação profusa, mas com reflexos hiperativos.

Pacientes com ELA de início lombar apresentam degeneração de neurônios motores lombares que pode manifestar-se com pé caído e dificuldade de subir escadas (fraqueza proximal). Os principais sinais e sintomas de ELA podem ser reunidos em dois grupos:

  • sinais e sintomas resultantes diretos da degeneração motoneuronal − fraqueza e atrofia, fasciculações e cãibras musculares, espasticidade, disartria, disfagia, dispneia e labilidade emocional;
  • sinais e sintomas resultantes indiretos dos sintomas primários − distúrbios psicológicos, distúrbios de sono, constipação, sialorreia, espessamento de secreções mucosas, sintomas de hipoventilação crônica e dor.

Diagnóstico Clínico:

O diagnóstico Clínico de ELA é evidente nos pacientes com longa evolução da doença e sinais e sintomas generalizados. O diagnóstico precoce da doença, quando o paciente tem apenas sintomas focais em uma ou duas regiões (bulbar, membros superiores, tronco ou membros inferiores), pode ser difícil e dependerá da presença de sinais em outras regiões afetadas e de várias investigações seriadas. O tempo médio do início dos sintomas até a confirmação diagnóstica é de aproximadamente 10-13 meses. O diagnóstico de ELA é feito com base na presença de sinais de comprometimento do neurônio motor superior e inferior concomitantes em diferentes regiões. Os critérios de El Escorial classificam os diagnósticos em vários subtipos:

  • ELA definitiva: Sinais de neurônio motor superior (NMS) e inferior (NMI) em três regiões (bulbar, cervical, torácica ou lombossacra);
  • ELA provável: Sinais de NMS e NMI em duas regiões (bulbar, cervical, torácica ou lombossacra) com algum sinal de NMS rostral aos sinais de NMI;
  • ELA provável com suporte laboratorial: Sinais de NMS e NMI em uma região ou sinais de NMS em uma ou mais regiões associados à evidência de denervação aguda à eletroneuromiografia em dois ou mais segmentos;
  • ELA possível: Sinais de NMS e NMI em uma região somente;
  • ELA suspeita: Sinais de NMS em uma ou mais regiões (bulbar, cervical, torácica ou lombossacra) e Sinais de NMI em uma ou mais regiões (bulbar, cervical, torácica ou lombossacra).

Diagnóstico Diferencial:

Nos estágios iniciais da doença, em que pode haver sinais mínimos de disfunção dos NMS e NMI, a ELA pode ser confundida com uma série de outras condições clínicas, com os respectivos diagnósticos diferenciais:

  • outras doenças do neurônio motor − esclerose lateral primária, atrofia muscular progressiva, atrofia muscular espinhal, atrofia muscular espinobulbar;
  • doenças estruturais − mielopatia espondilótica, malformação de Arnold-Chiari, siringomielia ou bulbia, irradiação do sistema nervoso central (SNC), acidente vascular cerebral, tumor;
  • doenças tóxicas/metabólicas − hipertireoidismo, hiperparatireoidismo, intoxicação por metais pesados, latirismo;
  • doenças inflamatórias autoimunes − neuropatia motora multifocal com bloqueio de condução, polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica, esclerose múltipla, miastenia gravis, miosite por corpos de inclusão, polimiosite, síndrome paraneoplásica;
  • doenças hereditárias − deficiência de hexosaminidase A, paresia espástica com amiotrofia, ataxia espinocerebelar, distrofia muscular orofaríngea, adrenomieloneuropatia, deficiência de maltase ácida;
  • doenças infecciosas − HIV, HTLV-1, doença de Creutzfeldt-Jakob, sífilis;
  • outras doenças degenerativas do SNC − degeneração corticobasal, demência por corpos de Lewy, atrofia de múltiplos sistemas, paralisia supranuclear progressiva, doença de Parkinson;
  • fasciculações benignas;
  • amiotrofia monomélica − doença de Hirayama.

O tratamento para ELA se dá com a utilização de Riluzol de 50mg e seu tempo de tratamento é indeterminado e de acordo com a tolerância do cliente.

Exclui-se deste tratamento clientes que apresentem as seguintes condições:

  • insuficiência renal ou hepática;
  • outra doença grave ou incapacitante, incurável ou potencialmente fatal;
  • outras formas de doenças do corno anterior medular;
  • eletroneuromiografia sem demonstração de bloqueio da condução motora ou sensitiva;
  • demência e distúrbios visuais, autonômicos e esfincterianos;
  • gravidez ou amamentação;
  • ventilação assistida;
  • hipersensibilidade ao medicamento.

E nós enquanto Enfermeiros devemos primar sempre pela vida, pelo bem estar, qualidade de vida e trabalhar duro para manter e/ou melhorar as funções de nossos clientes.

Os motivos que mais levam a hospitalização dos nossos clientes é devido a desidratação e desnutrição, pneumonia e insuficiência respiratória. E as estratégias que devemos traçar para nossos clientes tem de ser em torno do acompanhamento fisioterápico, cuidados com ventilação mecânica, dietas através de sonda e com broncoaspiração.

As medidas de suporte de vida, serão tomadas pelos pacientes e sua família, que devem estar a par e com uma ampla compreensão da doença, do prognóstico e das implicações da terapia. Por isso devemos ser mais do que humanos ao lidar com nosso semelhante, devemos ser também muito solidários nesse momento difícil.

A vontade de viver dos portadores de ELA é tão grande, há uma luta tão forte para vencer esta doença que acabou me contagiando em alguns minutos. O que postei hoje pode ser longo, mas creio que consegui abordar um pouco de tudo a respeito da temática, para quem quiser se aprofundar um pouco, assim como eu, deixo aqui também dois sites.

http://www.abrela.org.br/

http://www.procuradaela.com.br/

"Não é preciso muito para ser feliz, basta dar valor as coisas simples da vida, acordar com um sorriso, ver sempre o lado positivo de tudo e todos." Clarissa Paludo

Fonte: Ministério da Saúde

Smeltzer et al.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Curso sobre infecção no paciente grave


A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), em parceria inédita com duas entidades médicas: ABIH - Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar e SBI - Sociedade Brasileira de Infectologia desenvolveu o primeiro Curso sobre Infecção no Paciente Grave.

O objetivo principal deste Curso é divulgar as técnicas, recomendações e condutas, bem como treinar os profissionais envolvidos com os pacientes graves na prevenção e no tratamento das infecções mais freqüentes nos mesmos.

Para baixa-lo, ao final do "post" clique na foto Rio Enfermagem no Facebook e faça parte do grupo.

  • Epidemiologia, Diagnóstico e Tratamento das Infecções Fúngicas em UTI - Por: Arnaldo Colombo;
  • Epidemiologia, Diagnóstico e Prevenção das Pneumonias Associadas à Assistência à Saúde (Pneumonias Hospitalares)- Por: Eduardo Medeiros;
  • Diagnóstico da Infecção de Corrente Sanguínea - Por: Renato Grinbaum;
  • Epidemiologia e Diagnóstico dos Microorganismos Multirresistentes em Terapia Intensiva - Por: Gilberto Turcato Jr.;
  • Controle e Prevenção de Microorganismos Multirresistentes no Ambiente Hospitalar - Por: Plinio Trabasso;
  • Prevenção de Infecções Relacionadas a Cateteres Vasculares em Unidade de Terapia Intensiva - Por: Simone Aranha Nouér;
  • Tratamento das Infecções de Corrente Sangüínea Relacionadas ao Cateter Intravascular em UTI - Por: Clóvis Arns da Cunha;
  • Tratamento para Bactérias Gran-negativas Multirresistentes em UTI - Por: Alexandre Marra;
  • Tratamento de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica - Por: Luis Fernando Aranha Camargo;

Fonte: AMIB

terça-feira, 16 de julho de 2013

Carrinho de Emergência

Pelas andanças na internet e com um único objetivo: conseguir algum material confiável que abordasse Carrinhos de Emergência. Depois de dias, finalmente encontrei no site do Núcleo de Apoio à Pesquisa da USP um POP e irei compartilhar aqui com vocês, mas com uma condição que opinem, critiquem, deem sugestões, envie materiais. Ok!? Quem não quiser falar por aqui o e-mail é rioenfermagem01@gmail.com.

Elaborado por: Maria Emília Ferraz de Campos;

Revisado por: Dra Katia Coelho Ortega;

Aprovado por: Prof Dr Décio Mion Júnior e Dra Katia Coelho Ortega;

Autorizado por: Prof Dr Décio Mion Júnior.

Para baixar este material clique no banner abaixo!


Sondagem nasoenteral

Finalidade:

Permitir a administração de dietas e medicamentos de maneira mais confortável e segura, principalmente nos pacientes idosos, acamados e com reflexos diminuídos.

Indicação:

Pacientes inconscientes e/ou com dificuldade de deglutição.

Contraindicação:

Pacientes com desvio de septo e TCE.

Competência:

É privativo do enfermeiro conforme Resolução COFEN 162/93 e atualizado na Resolução 277/2003.

Riscos e pontos críticos:

  • Traumas nasais;
  • Inflamação do intestino;
  • Diarreia;
  • Obstrução da sonda;
  • Pneumotórax

Materiais:

Máscara descartável, bandeja, SNE, gel hidrossolúvel, seringa 20 ml, gaze, estetoscópio, luva de procedimento, esparadrapo/micropore, SF 0,9%, lanterna (se necessário), biombo (se necessário), toalha ou papel toalha.

Descrição da técnica:

  • Higienizar as mãos;
  • Conferir prescrição médica, reunir o material e levar para próximo ao paciente;
  • Explicar o procedimento ao paciente e ao familiar;
  • Isolar a cama com um biombo;
  • Posicionar o paciente em posição “Fowler” alta, a menos que haja contra-indicação. Caso o paciente não possa ter a cabeceira elevada, mantê-lo em decúbito dorsal horizontal, lateralizando a cabeça e inclinando-a para frente;
  • Colocar máscara e calçar luvas de procedimento;
  • Avaliar a desobstrução nasal e/ou desvio de septo;
  • Inspecionar a condição da cavidade oral do paciente e o uso de prótese dentária;
  • Colocar toalha ou papel toalha sobre o tórax do paciente;
  • Higienizar narina com SF 0,9% quando necessário;
  • Mensurar a sonda do ápice do nariz ao lóbulo da orelha, descer até o apêndice xifóide adicionando 15 a 20 cm, marcando com fita adesiva;
  • Lubrificar a sonda com gel hidrossolúvel;
  • Introduzir a sonda na narina do paciente até sentir uma pequena resistência, nesse ponto, peça ao paciente para fletir ligeiramente a cabeça;
  • Quando possível, solicitar a colaboração do paciente, pedindo para que faça movimentos de deglutição;
  • Continuar introduzindo a sonda, acompanhando os movimentos de deglutição do paciente até o ponto pré-marcado;
  • Testar posicionamento, injetando 20ml de ar com seringa de bico. Auscultar com estetoscópio simultaneamente a região epigástrica e/ou aspirar o conteúdo gástrico;
  • Após confirmação do posicionamento adequado da sonda, retirar o fio guia delicadamente;
  • A sonda deverá ser fixada adicionalmente na face, do mesmo lado da narina utilizada, com fita adesiva fina;
  • Solicitar que o paciente permaneça em decúbito lateral Direito;
  • Reunir todo material e deixar o paciente confortável;
  • Desprezar o material em local apropriado, higienizar a bandeja;
  • Retirar as luvas de procedimento e a máscara descartável;
  • Higienizar as mãos;
  • Realizar anotações de enfermagem no prontuário;
  • Encaminhar o paciente para controle radiológico;
  • Após confirmar a localização da sonda pela radiografia, iniciar a nutrição/medicação.

Recomendações:

  • Em pacientes com suspeita de TCE, é recomendado a sondagem oral gástrica, sob suspeita de fratura de ossos da base do crânio;
  • Em pacientes com suspeita de TRM, não elevar o decúbito;
  • No sistema de sondagem nasoenteral, deve ser obrigatoriamente realizado um RX após a passagem da sonda, antes de administrar qualquer tipo de medicação ou dieta;
  • Deixar toalhas próximas é importante, pois durante a passagem da sonda, o paciente pode sentir náuseas por estimulação do nervo vago. Caso isso ocorra, interromper o procedimento temporariamente. Ocorrendo vômito, retirar a sonda e atender o paciente, retomando o procedimento mediante avaliação;
  • Para facilitar a saída do fio guia, lubrificar a sonda internamente com 10 ml de água ou SF antes da passagem da sonda;
  • Se houver resistência, girar a sonda e ver se ela avança. Se ainda houver resistência, retirar a sonda, deixar que o paciente descanse, lubrificar novamente a sonda e passar pela outra narina;
  • Guardar o fio guia em uma embalagem limpa e mantê-la junto aos pertences do paciente, caso a sonda atual precise ser repassada.

Fonte: GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL / SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE / SUBSECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE / GERÊNCIA DE ENFERMAGEM


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Escala M-chat (AUTISMO)

ESCALA M-CHAT PARA RASTREAMENTO DO AUTISMO.

Introdução: A escala Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT) é um instrumento de rastreamento precoce de autismo, que visa identificar indícios desse transtorno em crianças entre 18 e 24 meses. Deve ser aplicada nos pais ou cuidadores da criança. É auto-aplicável e simples, e apresenta alta sensibilidade e especificidade. Foi desenvolvida no idioma inglês e ainda não está disponível uma versão em português. Na literatura não existe consenso quanto à técnica de tradução, sendo a adaptação transcultural uma das formas possíveis. O objetivo do presente estudo foi realizar a tradução do inglês para o português do Brasil da escala MCHAT para rastreio precoce do autismo, respeitando a equivalência transcultural.

Método: Foi obtida permissão da autora da escala, realizada tradução, seguida de sua respectiva back-translation, avaliação da equivalência referencial, primeiro pré-teste em amostra da população-alvo, avaliação da equivalência geral, avaliação de especialistas em autismo infantil, elaboração da versão preliminar, segundo pré-teste em pais de crianças de ambulatório de pediatria do SUS e elaboração da versão final.

Resultados: A avaliação da equivalência referencial demonstrou que 78% das questões eram semelhantes, 13% aproximadas e 9% diferentes. Das 20 pessoas interrogadas no primeiro pré-teste 9 entenderam 100% das questões. O segundo pré-teste demonstrou boa aceitação e entendimento pela população-alvo, com 70% dessa sem nenhuma queixa. Após as avaliações pormenorizadas foi elaborada a versão final.

Conclusão: O estudo torna disponível a versão em português da escala M-CHAT, considerada adequada por especialistas e compreensível pela população.

Para baixar a escala traduzida, clique no banner abaixo.

AUTORIA:

Mirella Fiuza Losapio e Milena Pereira Pondé.


Fascículos: Cuidado com a pele infantil

A interferência de diversos fatores ambientais, as características genéticas, hábitos de higiene inadequados, a exposição irresponsável ao sol e outros fatores que podem influenciar na qualidade da saúde do maior órgão do corpo humano, a pele, são motivos de atenção para os profissionais de saúde em geral, e preocupação particular de especialistas e pediatras.

6 fascículos disponíveis para todos clicando na imagem abaixo. Faça bom proveito!!


Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria

Cursos TecSaúde - SP

O que é o TecSaúde?

TecSaúde é o Programa de Formação de Profissionais de Nível Técnico para a Área de Saúde no Estado de São Paulo. Trata-se de um programa desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo com a participação das Secretarias da Saúde, Desenvolvimento, Gestão Pública e Educação. Com o TecSaúde, o governo do Estado pretende contribuir para aumentar o nível de escolaridade da população com a formação de trabalhadores técnicos prontos para ingressarem no mercado de trabalho do setor saúde, além de impactar na qualidade dos serviços de saúde prestados pelo Sistema de Saúde, a partir da melhor qualificação dos profissionais da área. O Programa é dirigido a profissionais que atuam na área de saúde e que buscam complementar sua formação com qualificação profissional e certificação reconhecida. O TecSaúde foi instituído pelo Decreto Estadual 53.848 de 19 de dezembro de 2008.

Cursos de especialização nas seguintes áreas:

Para acessar o livro e a vídeo aula clique em cima de cada módulo.

Fonte: TecSaúde


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tanatologia

O Conselho Regional de Psicologia (Paraná), através da gestão ConexãoPsi, com sua finalidade precípua de promover a Psicologia, a Ética e a Cidadania na sociedade, vem através desta coletânea informar e orientar psicólogos e usuários dos serviços psicológicos sobre as questões admi nistrativas, pertinentes à gestão financeira-política da categoria, e sobre as questões técnicas que atinam às práticas psicológicas.

  • 1. Introdução
  • 2. Conceitos
  • 2.1 Morte
  • 2.2 Perdas
  • 2.3 Luto
  • 3. Tanatologia e a Prática do Psicólogo
  • 3.1 Na escola
  • 3.2 Na empresa
  • 3.3 Na clínica
  • 3.4 No hospital
  • 3.5 Na saúde Pública
  • 3.6 Esporte
  • 3.7 Jurídica
  • 3.8 No trânsito
  • 4. Tanatologia em Interface com outras Ciências
  • 4.1 Medicina e Enfermagem
  • 4.2 Fisioterapia
  • 4.3 Terapia Ocupacional
  • 4.4 Bioética
  • 4.5 Odontologia
  • 4.6 Educação
  • 4.7 Ciências Humanas
  • 5. Conclusões
  • 6. A Comissão de Tanatologia do CRP-08

Material muito bacana, é uma ótima leitura. Indico a todos, parabéns ao CRP 08 (Paraná) pelo material disponibilizado! Para baixar o material acesse: http://www.crppr.org.br/download/159.pdf

Se deseja conhecer os demais materiais da Coletânea ConexãoPsi acesse: http://www.crppr.org.br/download.php?tipo=C