quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Síndrome da Fragilidade

Até pouco tempo atrás eu não fazia a mínima ideia de que houvesse diferença em como "denominar" o idoso, pois até então tratava como senil; só que não é bem assim, segundo o ministério da saúde há duas denominações para os idosos que é a senescência e a senilidade. Senescência É o envelhecimento pode ser compreendido como um processo natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos, o que, em condições normais, não costuma provocar qualquer problema. E Senilidade condições de sobrecarga como, por exemplo, doenças, acidentes e estresse emocional, pode ocasionar uma condição patológica que requeira assistência.

E pensando nisso, resolvi abordar a síndrome da fragilidade que também não possuía conhecimento e agora compartilho com vocês.

FRAGILIDADE EM IDOSOS

Com o rápido e expressivo envelhecimento da população temas anteriormente pouco discutidos passam a ocupar lugar de destaque entre os profissionais que atuam com pessoas idosas e entre a própria população senescente. Dentre esses, a fragilidade ou fragilização no processo de envelhecimento surge com muita ênfase. Fragilidade, não possui uma definição consensual. Constitui-se em uma síndrome multidimensional envolvendo uma interação complexa dos fatores biológicos, psicológicos e sociais no curso de vida individual, que culmina com um estado de maior vulnerabilidade, associado ao maior risco de ocorrência de desfechos clínicos adversos - declínio funcional, quedas, hospitalização, institucionalização e morte.

Com isso torna-se necessário o estabelecimento de critérios que identifiquem as pessoas idosas que se encontram em uma condição subclínica da síndrome e, portanto, passíveis de intervenções preventivas, com o objetivo de evitar ou postergar ao máximo a ocorrência das respostas adversas à mesma. Entre aqueles cuja síndrome já foi instalada, a adoção de critérios de avaliação específicos contribuirá para o adiamento ou a amenização de tais respostas, permitindo preservar por mais tempo a autonomia e independência funcional dos idosos. O conceito de "ser frágil" foi sendo gradativamente substituído pela condição de "tornar-se frágil.

Observa-se que um conjunto de pesquisadores compreende a fragilidade como uma síndrome fortemente biológica cujos sinais e sintomas poderiam ser precocemente identificados, sendo passível de alteração em seus desfechos. Fragilidade é compreendida como uma síndrome clínica caracterizada pela diminuição da reserva energética e pela resistência reduzida aos estressores. Essa condição resulta de declínio cumulativo dos sistemas fisiológicos e causa vulnerabilidade às condições adversas, por haver dificuldade de manutenção da homeostase em situações de exposição às perturbações tais como alterações de temperaturas ambientais e variações na condição de saúde.

São três as principais mudanças relacionadas à idade que estão subjacentes à síndrome:

  • Alterações neuromusculares (principalmente sarcopenia);
  • Desregulação do sistema neuroendócrino;
  • Disfunção do sistema imunológico.

Os autores construíram um fenótipo* relacionado à fragilidade que inclui cinco componentes possíveis de serem mensurados:

  • Perda de peso não intencional: = 4,5 kg ou = 5% do peso corporal no último ano;
  • Fadiga auto referida utilizando duas questões: com que freqüência na última semana o(a) sr(a) sentiu que tudo que fez exigiu um grande esforço ou que não pode fazer nada;
  • Diminuição da força de preensão medida com dinamômetro na mão dominante e ajustada para gênero e Índice de Massa Corporal (IMC);
  • Baixo nível de atividade física medido pelo dispêndio semanal de energia em kcal (com base no auto relato das atividades e exercícios físicos realizados) e ajustado segundo o gênero;
  • Diminuição da velocidade da marcha em segundos: distância de 4,5m ajustada para gênero e altura.

Foi demonstrado que a presença de três ou mais componentes do fenótipo estão presentes em idosos frágeis e que a presença de um ou dois componentes seriam indicativos de alto risco de desenvolver a síndrome. E que a síndrome, segundo os pesquisadores, é um fator preditor independente para quedas, dependência nas atividades de vida diária, hospitalização e morte. E a detecção precoce de um ou dois sintomas (condição pré-frágil) auxiliará a evitar a instalação da síndrome a partir da adoção de intervenções específicas.

Fique atento aos sinais, comece a observar dentro de casa, em seus pais, avós, tios...Não deixe nossos idosos abandonados

Fonte: Ministério da Saúde (Brasil), Secretaria de atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica nº 19: Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 192 p.

Clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário