terça-feira, 29 de outubro de 2013

Região Ventroglútea ou Local (Técnica) de Hochstetter

Via Intramuscular

A administração de um medicamento por via intramuscular envolve mais do que a injeção de uma solução no interior da massa muscular, mas também uma avaliação sobre a melhor região e músculo a ser selecionado. Tal procedimento deve ser realizado por pessoas que possuam conhecimentos sobre os aspectos fundamentais de sua execução, ou seja, a equipe de enfermagem. Embora possa ser considerado por muitos como um procedimento relativamente simples, a prática profissional e a literatura consultada apresentam vários relatos de complicações relacionadas à aplicação de medicamentos por esta via.

Adicionalmente requer outras considerações a respeito da idade do paciente, constituição corpórea e condições pré-existentes tais como, distúrbios de coagulação. Desta forma, sua consecução requer que o profissional possua conhecimentos de diversas áreas, dentre elas, anatomia, fisiologia, farmacologia, bem como, habilidade técnica que resultem em uma prática segura e livre de risco. Recomenda-se optar pela escolha de um músculo saudável, sem lesões ou ferimentos visíveis e que não recebeu injeções recentemente.

O volume máximo a ser injetado aparentemente tem sido baseado no tamanho do músculo, sendo que músculos maiores tolerariam volumes maiores. No entanto, este volume máximo suportado por cada músculo, na maioria das vezes advém de opiniões pessoais e estudos descritivos. Neste contexto deve-se ressaltar que a tolerância do paciente ao volume injetado, e não somente a capacidade muscular, é de extrema importância, sendo esta afetada por fatores associados ao medicamento, como por exemplo, a composição, oleosidade e pH da substância. Suportando no máximo 5ml.

Região Ventroglútea ou Local (Técnica) de Hochstetter

A região VG foi proposta, em 1954, pelo anatomista suíço Von Hochstetter, que junto aos seus colaboradores, realizou profunda investigação anatômica da região glútea, com o objetivo de explicar os vários acidentes decorrentes da aplicação intraglútea.

Esse local é de fácil acesso com o paciente em decúbito ventral, dorsal ou lateral. Coloca-se a mão não dominante no quadril direito do cliente, espalmando-se a mão sobre a base do trocânter maior do fêmur; localiza-se com a falange distal do dedo indicador, a espinha ilíaca ântero-superior direita; estende-se o dedo médio ao longo da crista-ilíaca e forma-se, com o indicador, um triângulo. Faz-se a punção no centro deste triângulo. Em caso de aplicação do lado esquerdo do paciente/cliente, colocar o dedo médio na espinha ilíaca ântero-superior e depois afastar o indicador formando o triângulo. Nas aplicações em crianças, colocar o espaço interdigital dos dedos médio e indicador na saliência do trocânter maior do fêmur.

Fonte1: Godoy S, Nogueira MS, Mendes IAC. Aplicação de medicamentos por via intramuscular: análise do conhecimento entre profissionais de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2004; 38(2):135-42.

Fonte 2: Meneses AS, Marques IR. Proposta de um modelo de delimitação geométrica para a injeção ventro-glútea. Rev Bras Enferm. 2007 set-out; 60(5): 552-8.

Fonte 3: CORENSP. Administração de Medicamentos por Via Intramuscular [Internet]. São Paulo; 2010. [acesso em 2013 out 29]. Disponível em: http://inter.coren-sp.gov.br/sites/default/files/administracao_de_medicamentos_por_via_intramuscular.pdf

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