segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Embolia Gasosa ≠ Embolia Gordurosa

EMBOLIA GASOSA

Conceitua-se embolismo gasoso como o gás dentro das estruturas vasculares. A embolia gasosa está associada a procedimentos cirúrgicos que envolvam circulação extracorpórea e craniotomia, exames diagnósticos, infusoterapia e trauma pulmonar por ventilação mecânica. Assim, o evento embólico é uma lesão iatrogênica que está presente em praticamente todos os procedimentos.

A embolia gasosa pode apresentar-se nos condutos arteriais, situação em que o gás obstrui o fluxo sanguíneo em nível arteriolar, culminando em evento isquêmico, ou venosos, onde o gás obstrui a circulação pulmonar. A primeira apresentação é potencialmente fatal quando ocorre no miocárdio e cérebro, tecidos sensíveis à hipóxia. Por outro lado, a segunda apresentação subdivide-se em massivo, com obstrução do tronco pulmonar e taxa de infusão de gás elevada, e pulmonar, com obstrução da microcirculação do pulmão e taxa de infusão baixa.

EMBOLIA GORDUROSA

A embolia gordurosa (EG) é a oclusão de pequenos vasos por gotículas de gordura, geralmente originadas nas fraturas de ossos longos. Normalmente não causa danos aos órgãos atingidos, a menos que seja maciça. Em poucos casos a EG evolui para a “síndrome da embolia gordurosa” (SEG) a qual afeta principalmente os pulmões e o cérebro, embora qualquer órgão ou estrutura do organismo possa ser afetada. A gordura embolizada é hidrolizada pela lipase, originando os ácidos graxos livres (AGL) que agem toxicamente sobre o endotélio capilar e que intensificam a ação das integrinas as quais acentuam a adesividade dos neutrófilos às células endoteliais, facilitando a ação das enzimas proteolíticas dos lisossomas desses neutrófilos sobre o endótelio. O resultado dessas reações é a ruptura da rede capilar seguida de hemorragia e edema nos órgãos afetados. A SEG apresenta desde insuficiência respiratória e alterações neurológicas variadas até convulsões e coma profundo. O diagnóstico da SEG é puramente clínico, não existindo nenhum exame laboratorial que o confirme. Dentre os exames de imagens, apenas a ressonância magnética cerebral demonstra claramente as áreas do edema perivascular e dos infartos.

Fonte 1: Locali RF, Almeida EVM. Embolia Gasosa. Revista Brasileira de Terapia Intensiva. 2006;18(3):311-15.

Fonte 2: Filomeno LTB, Carelli CR, Silva NCLF, Filho TEPB, Amatuzzi MM. EMBOLIA GORDUROSA: UMA REVISÃO PARA A PRÁTICA ORTOPÉDICA ATUAL. ACTA ORTOP BRAS. 2005; 13(4):196-208.

Clique na foto Rio Enfermagem no Facebook ao final do "post" e faça parte do grupo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário