terça-feira, 1 de outubro de 2013

Autoexame das mamas

O que é Autoexame?

Não é estimulado o autoexame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo. As evidências científicas sugerem que o autoexame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o autoexame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativos e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos. Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.

Faça o auto-exame uma vez por mês. A melhor época é logo após a menstrução. Para as mulheres que não menstruam mais, o auto-exame deve ser feito num mesmo dia de cada mês, como por exemplo todo dia 15. A qualquer sinal de alteração procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo (ambulatórios, Unidades básicas de saúde...).

O que procurar?

  • Deformações ou alterações no formato das mamas;
  • Abaulamentos ou retrações;
  • Ferida ao redor do mamilo;
  • Caroços nas mamas ou axilas;
  • Secreções pelos mamilos.

OBS.: Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Como fazer o autoexame?

1. Em pé, em frente ao espelho, compare-as. Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas. Verifique se há rugas, ondulações ou qualquer tipo de alteração.

2. Em seguida, a mulher deve levantar os braços sobre a cabeça e fazer as mesmas comparações, observando se existe projeção de massa tumoral; caso a mulher tenha seios grandes, deverá levantá-los com ajuda das mãos para ver a parte debaixo deles.

Colocar as mãos nos quadris, pressionando-os, para que fique salientado o contorno das mamas,faça isto de forma alternada, primeiro do lado direito e depois, do lado esquerdo. Este procedimento evidencia retrações, que podem sugerir a presença de processo neoplásico.

Com as palmas das mãos juntas, levante os braços à altura do nariz. Force uma palma contra a outra, de forma a endurecer os músculos da região torácica, verificando alguma anormalidade que não foi detectada nas etapas anteriores. A seguir, deverá realizar a palpação da mama com o braço elevado até o prolongamento axilar e com o braço posicionado ao longo do corpo para o oco axilar.

3. Deitada, a mão direita apalpa a mama esquerda enquanto o braço esquerdo estará sob a cabeça. Faça movimentos circulares suaves apertando levemente com as pontas dos dedos. Deitada, a mão esquerda apalpa a mama direita enquanto o braço direito estará sob a cabeça. Repita deste lado movimentos circulares, apertando levemente com as pontas dos dedos.

4. Verifique se sai alguma secreção de sua mama, realizando expressão da mama.

Dados Adicionais

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui um outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (instalada após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama. Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez. A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Fontes:

INCA

http://portalpbh.pbh.gov.br/pbh/

http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/3auto_exame.html

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