terça-feira, 3 de setembro de 2013

Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)

As manifestações clínicas iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas descritas nas formas clássicas de dengue. Entre o terceiro e o sétimo dia do início da doença, quando da defervescência da febre, surgem sinais e sintomas como vômitos importantes, dor abdominal intensa, hepatomegalia dolorosa, desconforto respiratório, letargia, derrames cavitários (pleural, pericárdico, ascite), que alarmam a possibilidade de evolução do paciente para a forma hemorrágica da doença. Em geral, esses sinais de alarme precedem as manifestações hemorrágicas espontâneas ou provocadas (prova do laço positiva) e os sinais de insuficiência circulatória, que podem existir na FHD. O paciente pode evoluir em seguida para instabilidade hemodinâmica, com hipotensão arterial, taquisfigmia e choque.

Caso confirmado de Febre Hemorrágica da Dengue

É o caso confirmado laboratorialmente e com todos os seguintes critérios presentes:

  • Febre ou história de febre recente de sete dias.
  • Trombocitopenia (≤100.000/mm3 ou menos).
  • Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros.
  • Extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por:
  • hematócrito apresentando um aumento de 20% (adulto) e 10% (criança) sobre o basal na admissão;
  • queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;
  • presença de derrame pleural, ascite e hipoproteinemia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a febre hemorrágica da dengue pode ser classificada de acordo com a sua gravidade em:

  • Grau I – febre acompanhada de sintomas inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva;
  • Grau II – além das manifestações do grau I, hemorragias espontâneas leves (sangramento de pele, epistaxe, gengivorragia e outros);
  • Grau III – colapso circulatório com pulso fraco e rápido, estreitamento da pressão arterial ou hipotensão, pele pegajosa e fria e inquietação;
  • Grau IV – Síndrome do Choque da Dengue (SCD), ou seja, choque profundo com ausência de pressão arterial e pressão de pulso imperceptível.

Fonte: Ministério da Saúde - Dengue: Manual de Enfermagem

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