segunda-feira, 24 de junho de 2013

Revascularização do miocárdio (CABG)

O CABG é um procedimento cirúrgico em que um vaso sanguíneo é enxertado em uma artéria coronariana ocluída, de modo que o sangue possa fluir além da oclusão; é também denominado enxerto de bypass.

As principais indicações para CABG são as seguintes:

  • Alívio da angina que não pode ser controlada com medicação ou ICP;
  • Tratamento da estenose da artéria coronária esquerda ou DAC de múltiplos vasos;
  • Prevenção e tratamento do IM, arritmias ou insuficiência cardíaca.
  • Tratamento para complicações devido a uma ICP malsucedida.

A recomendação do CABG é determinada por diversos fatores, incluindo o número de vasos coronários afetados, o grau da disfunção ventricular esquerda, a presença de outros problemas de saúde, os sintomas do paciente e qualquer tratamento prévio.

Para um paciente com indicação para realização de CABG, as artérias coronárias a serem desviadas devem ter uma oclusão de aproximadamente 70% (60% na artéria coronária principal esquerda). Se não houver bloqueio significativo, o fluxo através da artéria irá competir com o fluxo através do bypass, e a circulação para área isquêmica do miocárdio pode não melhorar. É necessário que a artéria seja permeável além da área do bloqueio, visto que, caso contrário o fluxo através do bypass será impedido.

Um vaso comumente usado para o CABG é a veia cava safena maior, seguida da veia safena menor.

O procedimento é realizado com o cliente sob anestesia geral. No procedimento tradicional, o médico faz uma esternotomia mediana e conecta o paciente à máquina de baypass cardiopulmonar. Em seguida, um vaso sanguíneo de outra parte do corpo do cliente (ex.: safena) é enxertado distalmente à lesão da artéria coronária, desviando-se da obstrução. O BCP então é interrompido, são colocados drenos torácicos e fios de marcapasso epicárdico, e a incisão é fechada.


Principais cuidados no pós cirúrgico:

  • Monitorar o estado cardiovascular (PA, Ausculta, pulsos periféricos, parâmetros hemodinâmicose ECG), débitos urinários, temperatura, mucosas e pele ;
  • Observar sangramentos;
  • Observar para tamponamento cardíaco;
  • Observar à procura de sinais de insuficiência cardíaca;
  • Monitorar gasometria;
  • Aspirar secreções taqueobrônquicas;
  • Monitorar equilíbrio hidroeletrolítico;
  • Avaliar função renal;
  • Avaliar naturaeza, tipo, localização, intensidade e duração da dor;
  • Desenvolver um plano de ensino para o cliente e a família, fornecendo todas as informações necessárias.

Fonte: Smeltzer et al., 2011

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